Publicado por: patriciadeoliveira15 | 04/02/2011

Hábitos sem rotina

Hoje há novo convidado em “Quem do dia faz notícia”. Chama-se Nuno de Noronha, é recém-licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto e tem umas palavrinhas para vos dizer…

A vida de jornalista é um corrupio. Nada é igual em nenhum dia. Nem os horários. Hoje sais às 18h, amanhã às 22h. Alguns dias às 23h! Raramente às 17h.

Porém, não há nada melhor do que trabalhar naquilo que se gosta. E eu fui feliz em 2010! Primeiro como correspondente do JPN em Madrid, o jornal da Universidade do Porto, e depois como jornalista estagiário do PÚBLICO, em Lisboa.

Os acontecimentos nunca são os de ontem, embora possam decorrer do que se passou no dia anterior. Está sempre presente o factor novidade. E há que trabalhá-lo com rapidez, sabedoria e rigor! E não há nada mais difícil do que o “rápido e bem”.

Porém, quem corre por gosto não cansa. (Hoje estamos numa de ditados populares.)

Os estágios nestes dois meios de Comunicação Social foram, de facto, experiências profícuas, nas quais aprendi muito do pouco que sei. Em Madrid as dificuldades eram, naturalmente, diferentes das contrariedades de Lisboa.

Em Madrid eu era “a redacção”. Sozinho, o trabalho era a multiplicar. Tratava-se de jornalismo multimédia: peça escrita, com vídeo, imagens, som e, às vezes, acompanhada de infografia. Trabalhei de uma forma mais espontânea e livre, já que o meio também o proporcionava. A criatividade poderia ser estendia aos diferentes componentes da notícia…

No PÚBLICO, esse factor circunscrevia-se ao tema e à produção do texto. Contudo, eu sou fã do “jornalismo MacGyver”, do jornalismo multimédia de que nos fala Anabela Gradim, da Universidade da Beira Interior. Acredito, piamente, que o jornalismo multiplataforma continuará a ser o presente e o futuro. E há quem o faça bem!

Por outro lado, o PÚBLICO deu-me a oportunidade de levar o meu trabalho mais longe. Sendo um jornal com um espectro de leitores bastante mais alargado, tive a oportunidade de ser lido por milhares de pessoas. Isso dá um gozo enorme.

Podia agora discorrer sobre fontes noticiosas, falar sobre a regra do contraditório, discursar acerca do rigor intelectual, da história do jornalismo, de ética e deontologia profissional, dos critérios jornalísticos e até sobre semiótica da comunicação.

Mas, na verdade, a única mensagem que quero que prevaleça é que nunca se deve desistir daquilo que se procura. Há que ter perseverança e humildade. Ambição e autocontrolo. Com serenidade e perspicuidade, atinge-se a meta. E sonhar nunca fez mal a ninguém… Aliás, praticamente tudo o que se conquista nasce com o sonho.

Jornalismo é aprendizagem. É tentativa. É ciência e é rigor. É um teste diário. É um hábito que se aprende e que se ganha, mas, felizmente, não tem rotinas.

Acho que tergiversei.

Nuno de Noronha

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