Publicado por: patriciadeoliveira15 | 14/01/2011

As despedidas deveriam ser proibidas

Chegou ao fim o meu estágio na Rádio Renascença. Infelizmente.

Foram três meses de muito trabalho, mas também de muita aprendizagem. Aprendi a trabalhar para o instante, porque a cada hora que passa é necessário ter o noticiário pronto. Para isso há que escrever, cortar, pesquisar, acrescentar, reescrever, gravar, editar, moldar. É necessária destreza; capacidade de fazer várias coisas quase em simultâneo. Mas acima de tudo é necessário ter a mínima consciência de que fazemos parte de uma equipa e de que há muita gente a depender desse colectivo, que é a rádio.

Como é óbvio, a rádio vive de som. Mas nem sempre é possível conseguir aquele “vivo” necessário para o noticiário seguinte. Ouvem-se muitos nãos, como em qualquer outro meio. Mas acreditem que quando se tem uma agenda recheada de contactos (e dos contactos certos), conseguem-se milagres – um dia terei a minha, espero. Basta um telefone ao lado, uma mesa de gravação disponível e voilá. Depois é só editar o som para tirar o “RM” que interessa, escrever o “pivot” (nem sempre a escrita mais correcta é a mais indicada para a rádio) e lê-lo em voz alta – é o truque mais útil para quem trabalha ao microfone.

Peço desculpa pela utilização abusiva da linguagem de uma redacção radiofónica. Já está demasiado interiorizada.

Basicamente foi este o meu trabalho – sem contar com as saídas e as minhas tentativas de compreender o marantz (o gravador utilizado). É verdade que o ritmo imposto não dá margem para erros e receios. A pressão não o deixa. Admito que no início tinha medo de não conseguir reagir positivamente a essa pressão. Mas agora posso dizer que foi a parte mais divertida. Trabalhar ao instante é, acima de tudo, um prazer imenso. Até porque o espírito da redacção proporciona isso.

Na Renascença tive a sorte de trabalhar em dois horários (noite, num primeiro momento, e tarde) e aprender com verdadeiros profissionais. Foram eles que me orientaram e mostraram o que é a rádio. Sem eles o meu estágio jamais teria corrido tão bem. Senti-me em casa e dizer adeus foi mesmo a parte mais difícil (as despedidas deveriam ser proibidas!). Mas, uma vez concluída esta fase, só posso dizer que trouxe de lá um baú cheio de conhecimentos úteis e experiência. E amigos!

E neste “andar para cá e para lá”, escreve e reescreve, aprende e faz correctamente… descobri que a rádio é uma das minhas grandes paixões.

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Responses

  1. Parabéns, Paty! Mais uma vez, well done. Um grande beijo.

  2. Obrigado Nuno!
    Outro *
    E boa sorte com o mestrado.


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