Publicado por: maragoncalves | 14/12/2010

Cenjor: revisão final pelo curso

Terminei, na semana passada, o curso de Aperfeiçoamento em Jornalismo na Web, no Cenjor.

O curso tem 4 partes, 4 professores: primeiro foca-se nas características específicas do texto para a web, depois na componente de áudio, fotografia e, por fim, no vídeo. Para trabalho final temos de fazer uma espécie de dossier multimédia com, no mínimo 3 textos, 1 voxpop, 1 fotogaleria e 1 vídeo.

O meu trabalho final era sobre inteligência, abrangendo temas como o próprio conceito, os testes de inteligências e a sobredotação. Foi muito interessante explorar o tema e perceber que existem tantas ideias falsas sobre a temática. Mas foi o trabalho mais difícil que já fiz na vida.

Portas que se fechavam, contactos que dizem que sim e nunca mais respondem, contactos que respondem tarde demais, computador que decide morrer, feriados que se colocam no meio, aulas que existem todas as semanas menos precisamente naquela. Aquela sensação de que se tivesse mais um dia, mais uma semana, se fosse para fazer o trabalho noutra altura qualquer, tudo corria melhor.

Há trabalhos assim. Em que tudo é tirado a ferros e no final fica apenas aquele sabor amargo. De que conseguia fazer melhor. De frustração.

No entanto o que guardo do curso acaba por não ser isso. São as pessoas que conheci e os conhecimentos que adquiri (apesar de esperar mais do curso). Todos eram mais velhos e experientes que eu e foi bom conhecer um pouco das histórias do “lado de lá”. Também não sabia nada de tratamento de fotografia (apenas experiências no photoshop) e recebi boas dicas nos outros três.

Mas esperava mais. Esperava que o curso fosse um pouco além do básico, que desse um próximo passo, já que se intitula “aperfeiçoamento”. Aquilo que lá damos é muito o básico de cada uma das áreas, coisa que já tinha aprendido em cadeiras da licenciatura ou no estágio (parte de vídeo essencialmente). Por isso o que retirei do curso foram mesmo dicas, conhecimentos num novo programa (Vegas), novos efeitos a utilizar e pouco mais.

Faltava dar o salto, nomeadamente na integração dos conteúdos numa história. Num fio condutor e numa estrutura narrativa interessante e apelativa ao leitor. Penso que numa reportagem ainda se torna mais importante. A Internet é visual, pode ganhar muito com a imagem/design para atrair leitores. Um texto com links no final para as restantes partes do trabalho (e o mesmo em todos os elementos) não é apelativo.

Não me importava que o curso tivesse sido maior ou começasse de um ponto mais avançado, para que depois fosse realmente até ao final, ao próximo passo. Mas foi bom e não me arrependo de o ter feito. Aconselho especialmente a quem não tenha as bases em todas as áreas (apenas saiba bem uma ou duas delas) ou que sinta que aquilo que sabe em todas é muito residual.

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Ah, queria também aqui deixar uma novidade. Vamos ter uma convidada muito especial: a Vanessa Quitério. Especial porque a considero um excelente exemplo a seguir, apesar de ainda não ter tido o seu final feliz. E porque é o nosso presente de Natal! Assim durante algumas das próximas terças-feiras será ela a preencher este cantinho com a sua experiência.

Se tiver novidades no meu lado, publico no fim-de-semana 😉

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Responses

  1. Ter por cá a Vanessa é, sem dúvida, uma enorme mais-valia. 🙂 🙂

  2. blush 🙂 a sair texto.. quentinho 🙂

  3. Vanessa Quitério is so overrated.


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