Publicado por: patriciadeoliveira15 | 27/11/2010

Os sonhos (não) são para os caloiros

Esta semana o convidado de “Quem do dia faz notícia” é alguém que já está dentro do mercado de trabalho…

Aqui fica a primeira de muitas colaborações.

Olá viva. Eu não me vou apresentar já no início do texto, porque: 1.º Não sou conhecido; 2.º Se fosse, que interessaria? As pessoas conhecidas só dizem coisas que não interessam. Sou jornalista, ou candidato a essa nobre profissão. Com a diferença (ou sorte) de estar a exercer neste momento ao contrário de muitos jovens e promissores aspirantes a jornalistas. Não vou escrever a auto-endeusar-me, nem algo acerca do meu glorioso caminho até aqui. Isso seria chato e eu prefiro dizer piadas e beber umas “cañas” a contar esta estória, e devo dizer que a bebida virtual seria um passo de gigante dos gurus/nerds dos computadores.

Como dizia, neste momento exerço a nobre profissão no Jornal Record desde março de 2009, na altura ainda com o curso por acabar (entretanto já o fiz, para que conste). Ganho pouco (ainda) e trabalho muito (e devo continuar). Mas a chegada aqui foi quase tão satisfatória que me dá mais vontade de esperar e colher os frutos daqui a mais um tempo. Sempre ouvi, inclusivamente de professores universitários, alguns que sabiam menos que eu de jornalismo, que isto era tudo muito complicado e o mercado estaria minado e era melhor ver por aí umas cunhas (verdade, a coisa mais nojenta do planeta, as cunhas).

Pois bem, eu nunca precisei disso. Há sempre outras formas de crescerem a mostrarem aquilo que valem. Frequentei o Jornal Universitário de Coimbra “A Cabra” e guiei com a mestria que me caracteriza (ou não) 5 programas semanais na grandiosa Rádio Universidade de Coimbra (RUC), onde passava música estranha e falava ao microfone. Pelo meio, tive uma experiência em televisão que deu para mostrar ao Mundo que eu não fui para modelo fotográfico porque, aí sim, o mercado está minado. Não, a sério, eu sou mesmo muito bonito!

Como podem ver e imaginam, eu fui sempre uma pessoa muito ativa neste Mundo do experimental. E sempre tive tempo para beber uns copos pelo meio, fazer figuras tristes na, dizem eles, Cidade dos Estudantes e faltar às aulas, por óbvia falta de tempo e/ou ressaca.

O segredo não existe. As coisas estão onde são mais fáceis de ver. Trabalho. Nada é impossível. Eu mesmo alcancei muito pouco até agora, mas estou a fazer o meu caminho devagar. O problema, que, penso eu, é geracional, pauta-se pela gritante passividade que os jovens de agora (pareço um dinossauro a falar) insitem em imprimir às suas vidas.

Se pensavam que daqui vinha a fórmula para o sucesso, lamento. Eu não sou o Donald Trump. Trabalhem, procurem, suem… e colham os frutos.

João Picanço

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