Publicado por: maragoncalves | 23/11/2010

“Quem do dia faz notícia” foi à Lusófona

Como foi anunciado pela Patrícia na sexta-feira passada, hoje “voltámos à escola”.

Fomos falar um pouco sobre a nossa experiência académica e profissional na Universidade Lusófona. O convite foi feito pela professora Marisa Torres da Silva (a quem desde já agradeço o convite em nome de todos). Durante duas horas ali estivemos a falar para uma turma de cerca de 80 alunos do 1º e 3º ano do curso de Ciências da Comunicação e da Cultura.

A experiência foi engraçada. Nunca tinha falado para tanta gente, excepto em apresentações de trabalhos.

Mas o mais importante é mesmo o que ali foi dito. Não tanto pelas experiências individuais de cada um de nós, mas por aquilo que é transversal às mesmas, assim como os conselhos que foram dados. Aqui deixo em linhas gerais:

  • Ser pro-activo sempre, tanto durante a licenciatura como nos estágios, por exemplo. Durante a licenciatura apostar em “actividades extra-curriculares” como escrever blogs, fazer estágios e/ou escrever/trabalhar em projectos jornalísticos “mais pequenos” (rádios locais, jornal da escola, …). Durante o estágio propor, sempre que possível, novos temas e mostrar-se disponível.
  • Ser inteligente/estratégico nas suas escolhas. Exemplos: fazer alguns dos trabalhos práticos a pensar em concorrer aos prémios existentes na área (falou-se no PNJU e no ObCiber, categoria de ciberjornalismo académico); apostar em áreas do jornalismo ou secções onde possa existir maior possibilidade de lá ficar a trabalhar (pelo menos, como colaborador); novamente apostar em cursos ou outras actividades que valorizem o curriculum; abrir horizontes e possibilidades (não pensar única e exclusivamente no jornalismo)
  • Licenciatura: Nova vs. Lusófona, cadeiras práticas vs. cadeiras teóricas
  • Mestrado sim, mas de preferência como área de especialização e não para repetir a licenciatura
  • Trabalhar, trabalhar, trabalhar

Para já ficam estes, mas quem esteve lá pode referir mais alguns se quiser 😉

A Vânia Faleiro foi uma das alunas que esteve presente e acrescentou mais alguns pontos, num post publicado no blog 3cês. Aqui fica um excerto:

“Temos de procurar estágios, mandar currículos, não desanimar com não-respostas ou respostas tardias, encontrar um nicho em que nos encaixamos, algo diferente que a maioria não tenha. Temos de nos distinguir. Não podemos estar à espera do fim da licenciatura para nos começarmos a mexer. Há que começar a ganhar currículo, seja numa rádio local, seja a mandar peças para o jornal regional, alguma coisa. Se queremos realmente ser jornalistas, temos de o ser. Temos de ir atrás do jornalismo, porque ele não vai atrás de nós.

É nosso dever abrir os nossos próprios horizontes. É nosso dever traçar o nosso próprio caminho, fazer o nosso próprio percurso. É, acima de tudo, nosso dever trabalhar, trabalhar, trabalhar.”

 

No fundo, e retirando todas as salvaguardas sobre vagas, sorte, etc, o mote que fica é:

tu é que fazes o teu percurso, mexe-te!

 

_______

PS: Na altura tinha referido que o tema do PNJU eram os direitos humanos. Mas este ano passou a ser o poder. Aqui fica a correcção.

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Responses

  1. Gostava de ter ido a essa aula…mas sou do 2º ano. Em todo o caso, conto com a ajuda de colegas para me contarem as impressões que foram trocadas.

    Quem sabe numa próxima vez não possa ouvir de vossa justiça!

    Abraço.

    • Ricardo, podes sempre “ouvir de nossa justiça” aqui no blog 😉 E depois, qualquer dúvida que tenhas ou alguma coisa em particular que gostasses de saber também podes deixar aqui num comentário ou enviar por e-mail.

      Este é também um espaço vosso, e até nos ajudava se colocassem questões ou nos falassem de algum tema que queiram ver abordado. Há sempre aqueles dias em que não sabemos muito bem o que escrever e assim não só existia sempre assunto, como ainda ajudávamos directamente alguém!

  2. […] Esta pequena conversa com os autores do QDDFN incidiu em algo que eu gosto de chamar “a vida para além do curso”. Estágios, mestrado: sim ou não, actividades “extra-curriculares” (como a Mara Gonçalves as chamou no post de hoje). […]

  3. Eu estive lá 🙂 A prof. Marisa falou do meu blog (e de outros que não estavam lá presentes). Na sequência da conversa de hoje, escrevi um artigo (é mais uma reflexão) sobre o que foi falado e vim aqui partilhá-lo com vocês:

    http://tresces.wordpress.com/2010/11/23/quem-do-dia-faz-noticia/

  4. Já agora, deixo esta referência ao vosso blog e à vossa visita: http://bit.ly/hehXcv

  5. Gostei imenso do resumo, Mara. E, que bom, puseste os links para os prémios de jornalismo universitário. A ver se não me esqueço de os pôr também no moodle dos alunos, para que todos tenham acesso à informação.
    Beijinhos a todos


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