Publicado por: patriciadeoliveira15 | 22/10/2010

O estágio da Rita Santos no RCP

Hoje cedo o meu espaço à Rita Santos, recém-licenciada em Comunicação Social pela Escola Superior de Educação de Coimbra.

Aqui fica o testemunho de quem mudou de cidade e foi estagiar no Rádio Clube Português.

Já agora partilho também a minha experiência de estágio com vocês!

Fiz estágio curricular no recentemente “descontinuado” Rádio Clube Português (RCP), em Lisboa. Foram 4 meses em que me mudei de armas e bagagens de Coimbra para Lisboa. A experiência na cidade foi fantástica, tão boa que já tenho saudades. Mas vamos ao que interessa realmente: o estágio no RCP.

Terminei o estágio no último 30 de Julho, pelo que já vou recordar alguns factos com alguma distância e até nostalgia. Ainda bem que escrevi um relatório para a faculdade na semana imediatamente a seguir, assim tenho um registo “a quente” das minhas experiências na redacção.

Oficialmente, fiz o estágio no RCP, mas, na realidade, integrei uma redacção onde se produziam três produtos diferentes de informação, com três destinos diferentes: RCP, Rádio Comercial e M80.

A adaptação ao trabalho e às pessoas foi um processo gradual e nem sempre muito fácil, mas passadas algumas semanas já estava perfeitamente integrada no ritmo da redacção. E uma das coisas que retirei destes quatro meses de experiência foi a certeza da importância das relações interpessoais para o sucesso das tarefas.

Há ainda outra experiência de estágio que importa referir: o fim do Rádio Clube. A cerca de um mês do fim do estágio, foi anunciada a “descontinuação” da marca e o despedimento de 36 colaboradores. Foi uma situação marcante! De repente vi tudo a desabar, as pessoas a chorar, foi estranhíssimo. Sempre pensei ser eu a pegar nas minhas coisas e a despedir-me das pessoas – afinal foi ao contrário, a maioria foi embora antes de mim e a redacção ficou reduzida a menos de metade. Nessas últimas semanas, tentei colaborar ao máximo, embora a quantidade de trabalho não fosse muita.

Concluindo: mesmo contando com as experiências menos boas, cada dia daqueles quatro meses valeu a pena. Sem sombra de dúvida que a melhor maneira de aprender é a trabalhar directamente com as coisas. Até costumo dizer que, para um recém-licenciado em jornalismo, um mês “no terreno” vale mais que um ano na faculdade. E é o conselho que dou a toda a gente: estagiar, mesmo sem receber qualquer remuneração agora no início. Esta é a altura certa para o fazer e até a oportunidade para experimentar áreas do jornalismo onde nem nos imaginamos.

Rita Santos

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