Publicado por: patriciadeoliveira15 | 15/10/2010

Aprender a fazer rádio

Pouco tenho a dizer esta semana, a não ser isto: estou a adorar! Os primeiros dias na Renascença ainda foram melhores do que imaginava…

Não estou a falar em termos de carga de trabalho, porque o que fiz até agora não passa de breves e entradas (ainda estou a aprender a “mexer” com os programas de som!). Estou a falar sim daquela “pressão” de escrever rápido porque daqui por uns minutos a notícia vai para o ar. Sou sincera: isso assustava-me porque sei que sou lenta a escrever. Claro que não é em três dias que passo a escrever com a mesma rapidez da restante equipa. Mas sinto essa pressão, de uma forma positiva. Por incrível que pareça (quem me conhece sabe que, às vezes, não me dou bem com a pressão), é ela que, durante estes dias, me tem dado vontade e ânimo para escrever rápido e bem. E eu que já traçava um quadro negro (cinzento, vá) quando me imaginava a tentar escrever para rádio…

Mas não é só a minha reacção positiva ao “estar sob pressão” que me tem surpreendido (tenho de dizer isto porque realmente sinto que me surpreendi a mim mesma!). Já tinha dito que a escrita para rádio é diferente daquela que é utilizada na imprensa. That is a fact! E bem sei que no primeiro dia senti (e muito) todo o background que trazia comigo do Público, em termos de escrita. Senti eu e sentiu o Ricardo Conceição, que foi quem leu os meus textos e os corrigiu. Claro que quando estava para me vir embora, não fiquei surpreendida quando ele referiu exactamente isso.

Pois no dia seguinte liguei o rádio de hora a hora até ser tempo de ir para a RR. Para quê? Para ouvir os noticiários, para perceber as entoações, para descodificar onde terminava cada frase e, acima de tudo, para me inteirar daquela linguagem mais coloquial da rádio… quase de “telefone”, como sugeriu o Ricardo. E não é que tem resultado?

No segundo dia na RR já dava comigo a repetir para mim mesma em voz alta (em sussurros, quero eu dizer :P) cada frase das notícias que escrevia. E assim se percebe se faz sentido, se não está demasiado extensa, se é compreensível, se está clara o suficiente… E nisto também me dei conta da pluralidade de formas de escrita que existem na RR… Não há um estilo fixo. Muito pelo contrário, cada jornalista tem, de facto, a sua maneira de escrever!

Este tipo de exercício tem sido muito benéfico para mim. Sinto que continuo a desprender-me de uma escrita mais rígida para apostar numa mais criativa, coloquial e maleável. Afinal de contas, o grande objectivo é captar a atenção do ouvinte e transmitir a informação de uma forma a que ele compreenda. E de preferência com frases curtas e atractivas, mas sintéticas e informativas.

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