Publicado por: anafilipapinto | 03/10/2010

“Olhar jornalisticamente”

Bem, em primeiro lugar, fica o pedido de desculpas pela falha. Hoje é Sábado (ou Domingo, se olharmos para o relógio) e não quinta-feira, como seria suposto. Em segundo lugar, mas não menos importante, fica a justificação: foi dia de despedida. E, como diz a Patrícia, as despedidas deveriam ser proibidas.

Custou muito deixar aquela “casa”. Aquela que, mais que estúdios, redacções, equipamentos e profissionais, é caras, vozes, pessoas e identidades. Por lá “vivi” os três meses e meio que passaram. Resta a vontade de voltar. Um dia, quem sabe.

Mas tentando não ceder ao poder da saudade, da nostalgia: Finalizado o estágio curricular fica, acima de tudo, o “valeu a pena”. Não sobra um restinho, uma pontinha de hesitação ao dizer, em plenos pulmões: “não me arrependo da escolha que fiz”. Levo na “bagagem” o dia-a-dia daquela redacção, os vícios que o marcam e o tornam único. Levo os nomes, os feitios, os passos pelo corredor, as” frases-chave” de cada um que por lá se cruzou comigo. Levo os hábitos, as “manias”, os encantos de um jornalismo que continua a fascinar-me, a convidar-me para a ficar, a prometer-me, em segredo, tudo aquilo que desejo ver ser transformado em quotidiano. E foi lá que ganhei essa confiança. O estágio foi também isso: a confirmação de que continuo a querer seguir exactamente por “aqui”. Pode haver uns ligeiros desvios. Mas sempre, sempre pensando na “chegada”.

Assim sendo, resta-me agora saber procurar, saber seguir em frente com, ou sem, desvios. Investir, arriscar, apostar. Receber os “nãos” e transformá-los em “para a próxima vai correr melhor”. É fácil dizer, eu sei. Mas, nos “entretantos”, muito se pode, e deve, fazer para não perder a vontade. Pois, as ideias, as histórias por explorar em forma de “notícia” amontoam-se por ali e acolá. Há então que aproveitar para apurar o “olhar jornalístico”. Esse que não consta no CV e que dá uma mãozinha importante quando é preciso passar esses “excertos” de real para um formato mais resistente à força do tempo. Acho que, por entre o tanto que pretendo fazer, esse é um dos meus grandes objectivos: aprender a “olhar jornalisticamente”. Afinal, talvez seja esse um dos “dons” do jornalista: imortalizar o que, provavelmente, passaria despercebido.

Os jornalistas da Antena 1, com quem tive o prazer, o gosto e, acima de tudo, a honra de trabalhar e aprender, conseguiram exactamente isso: imortalizaram um pedacinho desse meu tal caminho. Aquele que, com ou sem desvios, irá dar ao” jornalismo que arquiva tempo que não quer passar”. A todos eles: O “obrigada”. Já repetido mas nunca suficiente.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Categorias

%d bloggers like this: