Publicado por: anafilipapinto | 09/09/2010

Internet ou jornalismo a mil à hora.

Sim, houve mudanças nos últimos dias. Sim, até tenho novidades. Sim, estou no terceiro e último mês de estágio. Sim, estou assustada. Sim, estou na secção da Internet. Diferente? Sem dúvida. Desafiante? Certamente. O que se faz? “Noticia-se” a velocidades excessivas. Acho que é esta a essência da Internet. Se a Rádio é alimentada de hora a hora, a Internet vive do segundo. Actualizar a página, mudar os destaques, publicar o “link” no facebook. De repente, a notícia dissemina-se e “todos os caminhos vão dar a Roma” (neste caso, à página da Antena 1). Sobre o que é que escrevo? Sobre o que acontecer. Ler o que sai nos jornais, ouvir os sons recolhidos, ver os vídeos captados, “googlar” palavras-chave. Depois é tentar cozinhar tudo na dose certa. Sem abusar no sal. Se é este o jornalismo do futuro? Não sei. Gosto mais de pensar que é uma nova forma de fazer jornalismo. Porque no que toca a “futuros”, eu sou uma defensora convicta de que o jornalismo só terá “futuro” se souber explorar o “futuro” de todas as suas formas e feitios. Meramente bonito? Não me parece.

Mas voltando à “Roma” que é uma “página”, neste caso específico. Tudo isto até parece muito simples. Parece. Mas se virarmos a tal “Roma” que é, afinal, uma “página”, literalmente, do avesso, os contornos de simplicidade ganham uns quantos pontinhos de interrogação. É engraçado conhecer as entranhas. O “tudo organizadinho” dá lugar a uma dimensão, cuja estética exige, acima de tudo, funcionalidade. Ao mesmo tempo, chega a ser confuso. “Será que posso carregar aqui?!” A verdade é que, contra medos e hesitações e uma vez conhecidos os cantos de algo onde a catalogação é tão importante quanto numa biblioteca, o “modo automático” ganha voz e os “clicks” tornam-se assustadoramente rápidos.

Se já estou nessa fase? Não, nem perto (conheço a realidade graças às “espreitadelas” e ao meu ouvido que capta aquela banda sonora engraçada do “tic tic tic tic”). Se três semanas bastam para conseguir tal coisa? Não, nem pensar. O que pretendo fazer então? “Sugar” tudo que puder sem olhar para o relógio porque sei que, amanhã, o dia vai passar, outra vez, num ápice. Se já sinto saudade? Todos temos saudades do que mais gostamos de fazer. E sim, já sei que vou sentir falta do cheirinho a café que paira, a todo e qualquer momento, naquela redacção.

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