Publicado por: anafilipapinto | 13/08/2010

Do insignificante ao extraordinário… Vai apenas um passo.

Uma coisa é certa: os especialistas têm toda a razão quando afirmam que passamos uma vida inteira a aprender por osmose. E ainda mais razão têm todos os seres comuns que afirmam, convictamente e sem hesitação alguma, que passamos uma vida inteira a aprender seja, ou não, por osmose. E tendo ou não razão, afirmo, ingénua e sinceramente, que passamos uma vida inteira a coleccionar “coisinhas” apre(e)ndidas que, no momento, aparentam contornos de vitória, feitio de conquista, tonalidade de triunfo. Talvez insignificantes para quem assiste de fora. Mas certamente extraordinárias para quem as vive por dentro.

Bem, verdade seja dita: chegadinha de fresco à redacção da Antena 1, senti-me deste “tamanhinho” (idealizem a Polegarzinha… É mais ou menos isso!). No entanto, pronta para coleccionar essas tais “coisinhas”. E assim sendo, só me restava ganhar uns centímetros percebendo como é que se cresce numa redacção. Por vezes, devo ter aparentado ar de louca, portadora de uma obsessão qualquer pois, quando o tempo esgota na redacção, resta-nos saber perguntar “posso ir ver como se faz?” e, não querendo abusar da boa vontade de quem nos responde “sim”, há que manter os olhinhos bem abertos e caderno e caneta sempre à mão (assumo… Com medo de me esquecer de alguma coisa, cheguei a apontar nomes de botões pela ordem certa segundo a qual deveria premir os mesmos). No primeiro mês de estágio aprendi muito a fazer perguntas, aprendi muito graças à paciência, em forma de resposta, de quem andava por perto. E a verdade é que, num mês, aprendi a fazer algo que, provavelmente, deveria ter aprendido nos meus 21 anos de vida: aprendi a ver e a ver para aprender – em silêncio, sem pontos de interrogação.

Foi disto que se fizeram os primeiros dias. Depois restava tentar, arriscar, “ver se dava assim”. Não é que já tenha passado muito tempo mas, olhando para trás, consigo dar valor a tudo que me “fizeram fazer”. Só assim dei conta do percurso que me aguardava. Só assim dei conta que, antes de tudo, há que saber começar pelo “nada”, o qual, caso o saibamos aproveitar, pode ser bem útil para, um dia, nos aproximarmos de um “quase tudo” – tal como nos “legos”, um dos meus brinquedos preferidos porque, afinal de contas, só dependia de mim ir erguendo a torre. Caso caísse, também só dependia de mim voltar a tentar. Quando, de repente, a torre conseguia aguentar-se mais que 30 segundos, corria para chamar o pai e a mãe. Passados alguns anos e umas quantas torres de legos, já não vou a correr chamar o pai e a mãe mas, com ou sem peças de lego, confesso que sorri “baixinho”quando, concluído o primeiro mês e ao mudar para o turno da tarde, me pediram para fazer uma entrevista por telefone: fui capaz de premir os botões sem errar… E sem ter que consultar o meu caderno.

P.S.: Peço desculpa por algum lapso no texto… Não têm sido uns dias fáceis e o português pode falhar. No entanto, prometo que amanhã volto a ler com todo o cuidado!

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