Publicado por: patriciadeoliveira15 | 13/08/2010

Formação paralela à universidade

Hoje não vou falar sobre o estágio, mas sim sobre workshops e formações. Isto porque já terminei a licenciatura – tal como os restantes autores de quem do dia faz notícia – e nestes últimos dias tenho chegado cada vez mais à conclusão de que podia ter investido mais na formação exterior à faculdade. É verdade que a faculdade absorve grande parte do nosso dia-a-dia (tão verdade), mas também é verdade que a prática extra-curricular é cada vez mais valorizada. E tendo em conta que o curso de Ciências da Comunicação da FCSH não inclui cadeiras de línguas (uma falha, na minha opinião, gigantesca!), acho que devia ter apostado em melhorar o alemão e iniciar o espanhol no IlNova.

Nesta profissão – em todas, vá – as línguas são essenciais. E por isso já decidi que vou aproveitar este próximo ano (interrupção para estágios) para me inscrever num centro de línguas e aprofundar o meu conhecimento – e uma paixão que já vem desde o secundário (quem me mandou ir para línguas e literaturas!).

Além das línguas, quero começar com outro tipo de formação extra-aulas e extra-estágios. Falo de workshops, formações de um ou dois dias, cursos de algumas horas, etc. Sinceramente, acho que é uma mais-valia para qualquer (futuro) jornalista e eu não quero ficar de fora. Tenho pena de ter apostado pouco ou quase nada nesta vertente enquanto estava a fazer a licenciatura. Às vezes o que parece mais insignificante é o que tem mais valor, como diz a Ana Pinto. Mas neste próximo ano “lectivo” vou dedicar-me em grande parte ao desenvolvimento competências e saberes e, quem sabe, novos gostos. Já tenho planos, mas ainda estão em fase embrionária –  e por isso prefiro não os mencionar, para já.

E vocês? Que tipo de formações e workshops já fizeram? Valeram todos a pena? Partilhem a vossa experiência connosco!

Patrícia de Oliveira

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Responses

  1. Olha Patrícia, concordo em tudo contigo. Acho indispensável complementar o curso universitário com outras competências mais práticas que fogem um bocadinho “das regras” do curso teórico. Quanto a mim, ainda me falta uma cadeira para a licenciatura, mas acho que este ano também vai ser dedicado às línguas e a outros cursos, como os do cenjor. Eu já fiz cursos de espanhol e italiano, de técnicas de comunicação oral e de escrita criativa. Cada um deles foi importante e orgulho-me de aplicar os conhecimentos de cada um deles no meu dia-a-dia (coisa que não se pode dizer dos conhecimentos adquiridos na licenciatura). Deixo por isso o meu apelo a todos para que invistam também nos pequenos cursos, que quando parecem pouco relevantes lado a lado com um curso de cc na fcsh, se mostram tão importantes e úteis no decifrar dos enigmas diários.
    Beijinhos e parabéns pela iniciativa do blog.

  2. Olá Patrícia.

    Concordo inteiramente contigo: não haver uma única opção de línguas no nosso curso é, para mim, ridículo. Basta ir à ESCS (e não quero aqui aprofundar essa grande discussão que é a FCSH vs. ESCS) e nota-se logo a diferença. Não estou em Jornalismo, mas também sinto que podia ter feito algumas formações em áreas complementares. Entre a faculdade, a família, os amigos e outras coisas (no meu caso, a paixão pelo Teatro) acabei por me “desleixar”.

    No IlNova comecei a aprender Espanhol e complementei o meu Francês. Agora estou certificada em 3 línguas (incluindo o Inglês), o que eu acho muito bom. Também vou aproveitar este ano que aí vem para apostar em formações de escrita e outras que ando aí a “engendrar”.

    Estou a gostar muito de vos ler 🙂 Continuem!

  3. O mais cómico é que sempre que digo que não tive uma única cadeira de línguas durante o curso, as pessoas ficam a olhar para mim com ar de quem está a pensar: “impossível”. Tenho mesmo pena que não apostem em introduzir essa vertente no curso…
    Quanto às actividades paralelas, é exactamente isso meninas! Cada vez têm mais valor e são mais apreciadas por parte de quem nos “emprega”. É INEVITÁVEL não apostar nelas nos dias que correm. Eu desleixei-me um bocado nessa parte, mas não vou perder tempo para recuperar.
    Beijinhos e obrigado pela assiduidade aqui 🙂
    Deixem a vossa opinião sempre que quiserem 😉

  4. Olá Patrícia! Tudo bem? Ainda me falta um aninho para acabar mas estou muito feliz por ter feito aquela reviravolta no primeiro ano de CC.
    Sim, realmente partilho do teu ponto de vista e ainda acrescento outra coisa: além de não haver uma única língua (sem ser a opção de se ir para o ilnova), também não aprendem nenhum software (que eu saiba). Acho que enquanto jornalista devias mesmo apostar em aprender o adobe indesign, é um programa de paginação que serve para editar conteúdos escritos, como o caso das revistas. Beijinhos e boa sorte!!

    • Concordo contigo Inês! Quase tudo o que se liga a multimédia e edição na FCSH é muito primário… Acho incrível que com a evolução brusca que se tem vindo a verificar nas tecnologias, uma faculdade que pretende ser a melhor na área do jornalismo não ofereça nada que acompanhe essa evolução. Só mostra que temos mesmo q ser nós a procurar essa formação paralela, para não corrermos o risco de ficar para trás quando estivermos na fila para preencher uma única vaga…

  5. Postei outras coisas, noutro dia da semana… mas não resisti a vir intrometer-me e participar nesta conversa 😉

    Acho que realmente falta um certo equilíbrio no curso de CC, porque ainda apostam muito em cadeiras teóricas, vagas e gerais em vez de apostarem em cadeiras mais práticas, interessantes, que no fundo nos levem para os dias de hoje e futuros, tanto a nível prático (caso das línguas e software), como mesmo “teórico” (novos tempos no jornalismo, novas práticas, novos modelos de negócio).

    Quanto ao software, apenas aprendemos o básico dos básicos em Premiere e Audacity, se não estou em erro. Mas acho realmente pouco. Contudo para mim o pior mesmo são as línguas. Uma clara estratégia para nos levar a ir para o IlNova e pagar, prejudicando aqueles que, como eu, são deslocados e não conseguem arcar com todas as despesas, mais línguas e depois mais cursos, conferências, etc.

    Mas tal como a Patrícia também estou disposta a mudar isso. Este ano, no IlNova ou noutro sítio qualquer, vou aprender espanhol e aperfeiçoar o inglês.

    E porque andamos a falar de cursos e de estudantes de jornalismo, aconselho-vos a ler este texto: This year’s advice for journalism students (http://www.ojr.org/ojr/people/robert/201008/1878/)

    Ah, e continuem com os vossos comentários, estou a gostar 🙂

    • Sábios conselhos os do Online Journalism Review 😉

  6. Antes de mais parabéns pelo blog! Eu não estou de acordo com o artigo nem com os comentários. O objectivo não é aprofundar uma língua nem aprender novas. O curso pressupõe que já se traga esse conhecimento quando se entra para lá. Quem tem, tem; quem não tem, não tem. Lament. Veja-se a bibliografia em inglês, francês e espanhol que nos foi recomendada. Também é certo que é para dar dinheiro ao ilnova. Mas acho que o problema vem de antes e não da faculdade. Explico-me: deveria era de investir-se mais nas línguas no ensino secundário, seja em que área for, para depois aplicá-las. Eu estudei numa escola secundária pública e os conhecimentos que trouxe para o ensino superior vieram daí. Se calhar tive alguma sorte com os professores de línguas. E tratei de fazer uma formação complementar em línguas durante esse tempo. Eu vejo o ensino superior como uma casa essencialmente de reflexão e não de “vamos lá aprender uma coisa nova hoje”. Não gostaria de forma nenhuma que o ensino superior se tornasse ainda mais robotizado e óbvio do que aquilo que já é. Deveria ser uma casa onde pudéssemos ser livres de pensar e de diálogo constante. De pensamento, de discussão, de argumentação, de projecção, de personalização. Mas não. Dão-nos um número quando chegamos, explicam-nos as regras e ou as seguimos ou estamos fora. Venha daí o rebanho. O que me assusta é que num curso de ciencias da comunicação não existe diálogo. Existem barreiras íncriveis entre nós alunos, entre nós e os professores e entre as entidades que gerem este sistema. Eu gostava que o ensino superior fosse mais aberto e houvesse mais espaço para questionar e debater. Mas isto já são outros assuntos. Para aqueles que pensam em fazer formações complementares, recomendo institutos de línguas como o cervantes, o goethe, a alliance française, o british institute, que embora muito mais caros, fornecem um ensino mais exigente, com professores nativos bilingues e que vos oferece uma projecção mais alargada. Não tenho conhecimento sobre os cursos do ilnova nem estou a criticar negativamente de forma nenhuma. Felicidades para os vossos projectos e continuação do bom trabalho!


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