Publicado por: patriciadeoliveira15 | 06/08/2010

Dois meses com o [P]público

Conhecer. A nossa função é dar a conhecer ao público aquilo que se passa em cada canto do mundo, do país, da nossa própria cidade. Fazemo-lo porque temos um vínculo de responsabilidade para com quem, todos os dias, está dependente de nós para obter informação e conhecimento. Alguns não têm mesmo acesso a outro meio capaz de prestar este serviço. Fazemo-lo também por dedicação, porque sem um público não há televisão, rádio ou jornal (ou online) que sobreviva.

Nesta entrega vamos também conhecendo quem somos. Ao vir para a secção Local do PÚBLICO embarquei numa viagem que me está a proporcionar isso mesmo: conhecer cada canto do [sul do] país, cada personagem, cada problema… E conhecer-me cada vez mais, porque vou descobrindo o que gosto, o que não gosto e os temas sobre os quais me sinto (e não me sinto) à vontade para escrever.

Mudança. O mundo muda todos os dias e quase que posso dizer que eu também. Saí da faculdade com ideias já traçadas para o futuro e, em dois meses, tudo mudou. Ou quase tudo, porque o jornalismo, esse está bem enraizado nos meus gostos. Mas torna-se quase “cómico” quando penso que já tinha decidido que mestrado ia tirar. Ciência Política. Não risquei completamente essa hipótese, mas agora as minhas certezas já não são tão fortes… Trabalhar, experienciar os assuntos de perto tem destas coisas. Digamos que agora as opções estão em aberto – e isso não é necessariamente mau. Muito pelo contrário.

Conviver. Esse é outro “mandamento” dentro de uma redacção como a do PÚBLICO. Parece que entramos na faculdade novamente. Não conhecemos ninguém e vamos tentando fazer “amigos”. E eu orgulho-me de dizer que consegui. E isso faz com que os meus colegas de trabalho passem a ser “uma família” para mim. Estamos todos juntos no mesmo barco – fazer o melhor que sabemos e podemos.

E assim se aprende. Assim se cresce e assim se descobre que, para além do mundo lá fora, há sempre um mundo interior que precisa de ser ouvido, compreendido e transmitido. Depois é só fazer o que gostamos – é quase uma receita para que os progressos no trabalho apareçam e para que comecemos a sentir que pertencemos àquele mundo. Claro que há dias em que saio do jornal a pensar que sou “uma formiga” ao pé daqueles gigantes do jornalismo. Mas também há os outros dias, em que sinto orgulho do trabalho que fiz. E vê-lo no jornal do dia seguinte, assinado por mim, ainda me dá mais motivação para continuar.

Patrícia de Oliveira

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